O partido "Rede Sustentabilidade", fundado pela ex-senadora Marina Silva, não conseguiu seu registro junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Diante da negativa, e nem tão surpreendentemente assim, ela aceitou filiar-se ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) e sairá, ano que vem, como vice do atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na disputa pela presidência da república.
A manobra eleitoral (ou seria eleitoreira?) deu um ar de “novidade”, entre aspas, ao cenário político brasileiro e, por isso, tem grande chance de sair vitoriosa. Estou convicto de um segundo turno entre Campos (PSB) e Dilma (PT), onde Campos sairá vencedor, justamente por ser a "novidade", ainda a não desejada, ainda longe do ideal, mas a MENOS RUIM dentre as duas opções.
"De Marina, sabemos origem e ações. Foi ministra de Lula entre 2003 e 2008, e PT até 2009. Mesmo quem teme suas concepções religiosas moralistas sabem-na capaz de exercer graus razoáveis de racionalidade. Eduardo Campos apoiou Lula e Dilma desde o início e até o mês passado. Sua genética, estilo de governo e alinhamentos recentes não autorizam fortes deslizes à direita. Seu partido abriga quadros como Luiza Erundina e Roberto Amaral.", asseverou o colunista Rui Daher em seu blog.
O cenário é favorável a dupla peesibista: Marina, então do PV (Partido Verde), teve uma votação expressiva, quase 20 milhões de votos, na última eleição presidencial, na qual Dilma venceu Serra (PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira), no segundo turno, de 56 a 44%. Um placar apertado, mostrando que ela não estava com essa bola toda não, e de lá pra cá o prestígio da presidenta não foi aquiescido, teve até sinais de queda inclusive, refletidos que foram nas manifestações de junho: contra a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, em relação às votações das PECs, etc. Além disso, com o advento do REPUDIADO “caso Mensalão”, pesa contra Dilma fazer parte de um partido, cuja honra está totalmente denegrida perante a opinião pública, e assim por diante. Tudo isso, certamente, não faz dela uma forte candidata à reeleição, ou disto um fato.
E como fica o Aécio Neves/PSDB nessa disputa?
Ele é só um coadjuvante agora! Com a união Campos-Marina, Aécio, se tinha alguma chance de ir para o segundo turno com Dilma, já era! Ele não tem envergadura moral para superar os demais. Aliás, Neves é bastante conhecido nas redes sociais por vários vieses, dentre os quais destaco três: 1) ter sido pego bêbado em uma blitz da "Lei Seca", no RJ; 2) por ser “cheirador de cocaína” e 3) pelo processo onde é acusado de desviar 4,3 BILHÕES de reais da SAÚDE de MG! Com essa fama, não é que ele não devia sair candidato, ele não devia era sair na rua! Isso sim! Portanto, Aécio PERDERÁ o primeiro turno e, PROVAVELMENTE, apoiará Campos.
Mas, em linhas gerais, e DESGRAÇADAMENTE, é isso: TEREMOS "MAIS DO MESMO", de qualquer jeito!
Aquela tão sonhada mudança no panorama político brasileiro não virá com a eleição de Campos para a presidência! Teremos aí uma "pseudo-novidade" com a entrada do PSB no poder, quebrando a hegemonia de 20 anos do PT-PSDB, E SÓ! É “pseudo-mudança”, pois Campos deve favores políticos ao Lula, que apadrinha Dilma, e se tiver o apoio de Aécio no segundo turno, também deverá a este. Logo, terá "rabo preso". É MAIS DO MESMO! Só túnel, sem luz.
Aquela tão sonhada mudança no panorama político brasileiro não virá com a eleição de Campos para a presidência! Teremos aí uma "pseudo-novidade" com a entrada do PSB no poder, quebrando a hegemonia de 20 anos do PT-PSDB, E SÓ! É “pseudo-mudança”, pois Campos deve favores políticos ao Lula, que apadrinha Dilma, e se tiver o apoio de Aécio no segundo turno, também deverá a este. Logo, terá "rabo preso". É MAIS DO MESMO! Só túnel, sem luz.
Luciano Caettano

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